DENÚNCIAS
- Desva
- 28 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 2 de jul. de 2025
"Desvirginar o coração. enxergar tendo os olhos por debaixo dos pés. com as mãos cheias de pausas miúdas, sentir o eco das palavras. confiar na quentura ou frieza do peito. reparar nas denúncias inquietantes dos pelos do braço. e, principalmente, desacreditar. do primeiro pensamento, depois do segundo e depois do terceiro. assim, continuamente, para seguir “adiante” no presente do tempo, na permanência do suspiro de cada segundo que morre e suscita invariavelmente."

A Obra Denúncias faz parte da série Aforismos, uma série aberta, um espaço onde compartilho fragmentos dos meus próprios textos, pequenas ruínas de pensamentos que não sabem ir embora. Aforismos é, para mim, um grão de alívio, um respiro de imaginação viva onde esperança, morte e afeto podem coexistir.
As frases que escolho são aquelas que me desarmam, verdades que me penetram, me inquietam e me denunciam. Elas revelam meus boicotes pessoais, minhas vontades indiscretas e, por vezes, pistas de saída. Também acho que talvez seja um jeito de buscar intimidade.
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